Queda de cabelo pós-parto: quando tratar

Começa por volta do terceiro mês depois do parto, assusta pela intensidade e, na maioria das vezes, tem hora para acabar. Na maioria — não em todas.

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O que acontece com o cabelo depois do parto

Durante a gestação, o nível elevado de estrogênio mantém uma proporção maior de fios na fase de crescimento. O cabelo fica mais cheio, cai menos, e essa é a impressão que fica.

Depois do parto, os hormônios voltam ao padrão anterior e todos aqueles fios que estavam “segurados” entram na fase de queda praticamente ao mesmo tempo. É o eflúvio telógeno pós-parto: uma queda concentrada, que impressiona pelo volume, mas que costuma corresponder a uma reposição adiada — não a uma perda definitiva.

O que é esperado

O que não é esperado — e pede avaliação

Esse último ponto é o que mais passa despercebido. O pós-parto costuma ser o gatilho que revela uma predisposição genética que ainda não tinha se manifestado. A queda até desacelera, mas a densidade não volta ao que era — e o tempo perdido esperando é folículo em miniaturização.

Como tratamos

A avaliação com tricoscopia responde primeiro se o quadro é apenas eflúvio ou se há um segundo processo em curso. A partir daí, o protocolo trabalha o couro cabeludo com técnicas compatíveis com o período de amamentação, quando é o caso: controle da inflamação, estímulo à microcirculação e suporte ao novo ciclo de crescimento.

O objetivo não é acelerar a natureza à força. É garantir que o cabelo que está voltando volte forte, e que nada esteja atrapalhando essa volta.

Perguntas frequentes

Quando a queda pós-parto começa e quanto tempo dura?

Costuma começar entre o segundo e o quarto mês após o parto e se estender por três a seis meses. Depois disso, a tendência natural é de recuperação. Queda que ultrapassa o primeiro ano merece investigação — não é mais o padrão esperado.

Posso tratar amamentando?

Sim, com protocolo adaptado. Parte das técnicas é perfeitamente compatível com a amamentação, e a escolha dos ativos leva isso em conta. Isso é definido na avaliação.

Vale esperar passar sozinho?

Se a tricoscopia mostra um eflúvio típico e o couro cabeludo está saudável, esperar com acompanhamento é uma conduta razoável. O problema é quando a queda pós-parto se soma a uma alopecia androgenética que estava latente — aí esperar custa fio que não volta.

Outras condições

Comece pelo diagnóstico

A avaliação com tricologista identifica a causa da sua queda antes de qualquer tratamento. São R$ 100, abatidos na primeira sessão de procedimento.

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